Desde novos que decidimos o nosso futuro como homens nesta sociedade! Alguns de nós nascem logo no colo de uma mulher, e como se não bastasse a primeira coisa que procuram é o peito da mulher que estão ao colo e assim permanecem vida fora. Outros começam logo nos primeiros momentos de vida a levar porrada por trás e a berrar, será que isso poderá implicar algum problema no futuro?
Quanto à minha infância a minha mãe no início da vida comprava-me roupa amarela, pois, só chegou a conclusão do meu sexo já com dois anos de vida (pensava ela) e passou a comprar-me roupa rosa, que dito de passagem não me ficava mal ! Já com quatro anos desfez se o equívoco e entrei na escolinha já com a parte sexual designada.
Em todas as escolas se dá uma alcunha e geralmente aos mais populares dá-se a alcunha de um animal feroz como o lobo, o leão, cascavel, cobra, a mim chamavam-me de boi, já devem imaginar o quão bravo era nessa altura. ( Lá mais para a frente já me chamavam de mecânico, não pela parte de ser bom a mudar o óleo a mim próprio, mas sim que ainda na quarta classe brincava com carrinhos !) Passando tanto tempo ainda me chamam o mesmo, apesar de já só brincar com carrinhos em casa, e já não os levar na sacola.
Entrei para o ciclo e a injustiça do mundo chocou comigo quando fui roubado pela primeira vez! Tinha-me sido roubada a grandiosa quantia de 20 centimos, foi uma dura realidade, a entrada no mundo real. Sofri muito, até fiz chichi na cama com medo daqueles capangas que me roubavam o troco de eu ir ás guloseimas!
Já no sétimo ano começou a história das miúdas, mais um campo onde viria a revelar enorme insucesso, passado tantos anos ainda não sei como as coisas acontecem. Chego por fim ao nono ano já com histórias de bulling sofridas e deparo me com o secundário!
No secundário encontro-me com uma dura realidade que já tinha testemunhado no ciclo (finais do ciclo)! A cadeia alimentar inverteu na nossa geração os rapazes passaram de predadores a presas e as raparigas de presas a predadores! E com a minha imcompreenção de psicologia feminina, tempos difíceis se vivem pois não consigo diferenciar as mulheres generalizando os seus actos, onde na verdade cada uma é um instrumento diferente e complexo sem a mínima chance de alguém nos ensinar a trabalhar com elas e logo agora que elas estão mais que nós.
Esta é a autobiografia possível com 18 anos…
com a ajuda da Catarina Fialho ....
com a ajuda da Catarina Fialho ....
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